O que cortar para emagrecer?

Vale pelo bom humor (negro) do bottom:

 

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E a vida continua imitando a arte: Cerveja Duff

As figuras extraídas do desenho Os Simpsons que ilustram esse post, têm em comum o hábito que Hommer Simpson parece mais apreciar nele: beber cerveja. Hommer notabiliza-se por ser um cliente fidelizado não apenas do Bar do Moe – pois este aceita as suas invariáveis “penduras” -, como também da marca da cerveja que ele consome: a cerveja Duff. Talvez seja até pelo preço da cerveja que é cobrado no desenho ou, então, que seja um caso de monopólio imposto pela Fox. Não importa. A cerveja oficial d’Os Simpsons é a Duff.

E não é que a Cerveja Duff está sendo lançada no Brasil, ao vivo e a cores? Fabricada pela catarinense SaintBier, responsável também pela artesanal Coruja, a cerveja já existe em alguns países, como Espanha, Chile e Colômbia. Ao contrário do que se poderia supor, a cerveja Duff não é um produto licenciado pela Fox, que detém os direitos relativos ao desenho animado, mas sim de um mexicano de nome Rodrigo Contreras. Na Europa, a Duff é feita pela belga Haacht Beer, enquanto no Brasil a marca foi cedida à microcervejaria SaintBier, onde receberá uma fórmula de puro malte, para obtenção de um sabor mais leve e especial, tentado alocá-la em uma linha premium do mercado.

Na cidade de São Paulo, vinte e oito estabelecimentos receberão a novidade já nesses próximos dias, tais como Asterix, Tribeca Pub, Varanda, Manifesto Rock Bar, London Station, The Wall Street, Bierboxx, Sagarana, Villa Bamboo e Santa Cerva. Agora, resta-nos a árdua tarefa de saber se, no que se refere a cerveja, Hommer Simpson tem razão ou não em passar horas seguidas no bar do Moe, afogando suas alegrias e mágoas com litros de Duff.

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A taça do espumante brasileiro

Caros Tropeçantes,

Todos sabemos que o espumante brasileiro está em alta, tanto no mercado interno quanto no internacional. Há diversos fatores que levaram a nossa champagne a esse patamar de qualidade – e outros aspectos a serem ainda melhorados, inclusive preço -, mas não é o meu escopo debater essas questões agora. Um vinho que ganha patamares de excelência merece ser sorvido em uma taça que lhe seja devidamente apropriada.

Há cerca de dois anos, a Associação Brasileira de Enologia – ABE, a EMBRAPA e a afamada cristaleria Strauss desenvolveram, em conjunto, uma taça para degustação desse nosso vinho emergente, de forma a realçar, tanto quanto possível, as suas notas de qualidade.

Pesquisando o assunto, encontrei um artigo bastante interessante no endereço http://www.dihitt.com.br/barra/a-taca-do-espumante-brasileiro, o qual reproduzo abaixo em sua íntegra, que traz mais detalhes sobre o desenvolvimento da “nossa” taça. Estou colocando também para vocês uma foto da dita cuja, para que vocês não se enganem e acabem comprando uma taça para espumante paraguaio no lugar do recipiente apropriado para o borbulhante brazuca…

Vamos ao artigo e à foto, que está logo abaixo. Tim-tim!

A peça nasceu como fruto de um esforço capitaneado por Associação Brasileira de Enologia (ABE), Embrapa Uva e Vinho e Cristallerie Strauss S.A.. Reforçar as características sensoriais específicas aos espumantes brasileiros típicos – seus aromas delicados, com notas de frutas cítricas, maçã verde e, às vezes, sutil abacaxi e seu frescor, nitidez e fineza à boca –, fortalecendo sua identidade, é o intento do projeto. A observação é do chefe-adjunto de pesquisa e desenvolvimento da Embrapa Uva e Vinho, Mauro Celso Zanus.

Para chegar ao formato final, a ‘Taça do Espumante Brasileiro’ passou por um minucioso processo, que durou três meses, envolvendo dezenas de pessoas, entre enólogos, pesquisadores, representantes de entidades do setor, profissionais da indústria vinícola e consumidores. Inicialmente, o grupo analisou visualmente 26 modelos de taças, focando, principalmente, a definição do traço ou desenho principal, considerando-se estética e modernidade dos tipos. Depois, em condições de laboratório, fez-se a avaliação de funcionalidade das seis taças melhor pontuadas na etapa anterior. Aqui, os profissionais foram solicitados a analisar a qualidade da taça em uma situação real de prova, com um espumante com as características sensoriais e tipicidade da produção nacional. Por fim, da segunda etapa foram selecionadas duas taças que apresentaram maior pontuação, praticamente empatadas. Das observações obtidas, decidiu-se promover pequenos ajustes nas dimensões de altura e diâmetro de bojo destas duas peças, de forma a encontrar a taça mais adequada – para o que foram levados em conta critérios técnicos relacionados à confecção apontados pelos especialistas da Strauss. O artefato decorrente do processo foi testado novamente pela diretoria da ABE, que confirmou sua adequação técnica para a valorização das características do espumante brasileiro.

Confeccionada artesanalmente em cristal, a peça apresenta linhas finas e elegantes, um bojo sinuoso, que valoriza a observação da efervescência, e uma boca estreitada, que concentra os aromas e favorece o encaminhamento da bebida ao paladar.

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Celebridades à palito (18)

“A primeira medida para reformar a gestão hospitalar? É fácil! A morte de todos os nutricionistas e a ressureição de um chef francês!” (Martin H. Fischer, 1879-1962, médico e escritor nascido na Alemanha, naturalizado norte-americano).

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Cuca (ou kuchen, para os íntimos)

Dentre os bens que herdei de minha mãe (todos simbólicos) estão as suas valiosíssimas receitas: estou com um dos caderninhos escritos à mão por ela, enquanto o outro está com a Cláudia, a minha irmã, esperando o meu retorno pós-tratamento à minha casa, para entrega, deleite e elaborações. Dentre essas receitas herdadas, temos uma imbatível “cuca” (kuchen) que, para nós, tem sabor de infância, algo próprio do DNA de minha mãe, alemã de nascença que era.

Enclausurado aqui no Hospital Santa Catarina, vi pela internet que fomos brindados, no correr desta semana, com um artigo bem bacana sobre kuchen, publicado no blog da equipe do Paladar, do Estadão (“Deixe a Cuca Fresca”, no endereço eletrônico http://m.estadao.com.br/noticias/suplementos%20paladar,deixe-a-cuca-fresca,4704.htm).  O artigo se desenvolve dando ênfase aos preparos feitos no sul de nosso País, especialmente na gaúcha Santa Cruz do Sul (onde a kuchen é feita alta, à moda dos pães e não dos bolos), cidade que pretende se estabelecer como sendo a capital nacional da kuchen. O texto prossegue com uma entrevista com a pesquisadora Lisse Bender Azambuja, até desembarcar em uma receita de kuchen de maçã. Quem quiser, acesse a receita fornecida na matéria que se encontra no endereço indicado acima. Estou postando para vocês uma outra receita, de uma kuchen de banana, que (confesso) ainda não testei, mas tenho-a guardada esperando o momento oportuno para fazê-la e que, estivesse eu liberto hoje das amarras hospitalares, creio que o dia teria chegado.

Antes de passar-lhes tal receita, recordo-me de supetão de uma propaganda antiga de lingerie de bastante sucesso dos anos 70 (os quarentões e acima disso vão se lembrar dela), na qual Clodovil exclamava, ao final, que “se eu fosse você, só usava Valisère”. Pois é, não sei porque fui me lembrar dessa propaganda um tanto quanto tosca para ligá-la ao nosso tema, mas gostaria de parafrasear os ditos do finado estilista/deputado, que não mudou Brasília em absolutamente nada, que, se eu fosse você, faria essa kuchen com a pressa própria dos famintos de estômago e de lembranças, pronto para rememorar, em breve, com candura, de dias de infância que nem precisam estar propriamente ligados à Alemanha – basta entremear o ato por aquela nostalgia infantil gostosa, que independe de raízes ancestrais, que se faz recheada de geléias, biscoitos, bolos e pães doces, universo de encanto que sempre receberá, de braços abertos, uma kuchen feita em sua casa com o carinho que só a sua mãe e a sua avó saberiam lhe dar.

Foto da kuchen da receita abaixo

 

Kuchen de banana com farofa
Rendimento:
1 cuca (20 cm x 25 cm)
Tempo de preparo: 2 horas

Ingredientes
Massa
1 colher (chá) de fermento biológico instantâneo (5g)
3/4 xícara (chá) de água (150ml)
10 colheres (sopa) rasas de açúcar (100g)
1 ovo inteiro
5 colheres (sopa) de manteiga (60g)
Raspas de limão a gosto
2 xícaras (chá) de farinha de trigo (250g)
Uma pitada de sal

Farofa
2 xícaras (chá) de farinha de trigo (250g)
2 xícaras (chá) de açúcar (320g)
12 colheres (sopa) de manteiga (150g)

Recheio
5 bananas nanicas ao ponto
Açucar a gosto


Modo de preparo
Massa
Em uma vasilha, dissolva o fermento na água. Em seguida, junte o açúcar e deixe descansar por alguns minutos. Acrescente o ovo, a manteiga e as raspas de limão. Por último, adicione a farinha de trigo e o sal e misture até que a massa fique homogênea, mas com consistência mole, desgrudando dos dedos. Coloque a massa em uma fôrma untada e polvilhada (20 cm x 25 cm) e deixe crescer de 30 a 50 minutos.

Farofa
Junte a farinha de trigo, o açúcar e a manteiga em uma vasilha. Agregue-os usando as pontas do dedos. Misture tudo até obter uma farofa úmida e solta. Atenção! Não misture demais a farofa ou ela virará uma pasta, que não é o que queremos…

Recheio
Corte as bananas em rodelas. Se preferir, polvilhe um pouco de açúcar, mexa e reserve.

Montagem
Depois de crescida a massa, coloque as bananas cortadas em rodelas. Por último, cubra a fôrma com a farofa. Leve para assar por cerca de 30 minutos, em forno pré-aquecido a 150º C.

A küchen é bastante versátil e casa bem com os nossos ingredientes tropicais. Além da tradicionalíssima de maçã, você pode tentar com morangos, abacaxi, coco… Ou mesmo sem frutas, dando lugar ao streuselkuchen. Só não pode ser nada excessivamente úmido, para não embutumar a massa.

Agora é só comer, de preferência no mesmo dia, seja pela frescura do sabor, seja para aplacar a fome das lombriguinhas, que a essa altura… coitadas!

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Bolo Tres (ou Cuatro?) Leches

Claro que, nesse mar de impossibilidades e correrias, eu e a Rê precisamos nos socorrer, a cada instante, de pequenos oásis que aparecem ou que se formam, por milagre, à nossa frente, para tornarmos o nosso cotidiano o mais suave (im)possível. Nesse quadro, a gastronomia continua ocupando o nosso imaginário, seja nos elogios ou nas críticas à comida “do” hospital, à comida “de” hospital, ou sorvendo as séries especializadas que tropeçam em nós nos zapeamentos da TV a cabo do quarto, passeando na internet, relembrando-nos de algo…

Foi assim que, ontem, procurei sarna para me coçar e fui fuçar, pela primeira vez desde que saí da UTI, o blog do Paladar (http://blogs.estadao.com.br/paladar/) e me deparei com um texto delicioso da Janaína Fidalgo, publicado no último dia 29, chamado “Com quantos leches se faz um bolo?”. A Janaína nos dá a receita de um bolo do tipo “eu gosto”, qual seja, um bolo úmido, gelado para os dias de calor que haverão de vir, de massa simples e execução mais do que fácil. Interessantíssimo o passo final, o qual consiste na reunião entre massa e leites, perfazendo o produto final a ser levado glutanicamente à boca (é o que eu faria, independentemente de minha situação gastronômico-claustrofóbica santa catarinística em que eu me encontro).

Enquanto eu fico à volta de alguns pedaços de bolo de fubá que, bissexto-anualmente, aparece por aqui acompanhando o café da tarde ou o chá da noite, passarei a vocês a receita do bolo da Janaína, junto com o texto escrito por ela no blog do Estadão, que achei bem legal quanto ao espírito para acompanhar a guloseima, reservando-me, porém, o direito de não ser rotulado, por vocês, de ganha-quilos logo nesses meses que precedem o verão e as exigências de silhuetas próprias das férias da época. Vamos lá (a foto imediatamente abaixo é original, que vai no blog do Paladar).

“Cedo ou tarde a gente paga a língua. Pequena ainda, quando nem sonhava que um dia ia gostar de cozinhar, não entendia a obsessão da minha mãe com algumas receitas. Eram dias, semanas, meses comendo a mesma rosquinha, o mesmo bolo, a mesma torta. Como se nenhuma outra ideia viesse à mente dela. Até que os queixumes aumentavam numa escala insuportável, e ela mudava para parar de ouvir: “pudim-de-pão-de-novo-mãe?”.

Agora me vejo reproduzindo a mesma mania. E coincidentemente tem acontecido com sobremesas, que nem gosto muito de fazer. Foi assim com a torta de caramelo salgado, depois “trocada” pela torta de ricota com frutas vermelhas, que perdeu o posto recentemente para o tres leches. Desconfio o motivo, mas isto é uma outra
história.

Comi pela primeira vez este bolo da foto aí de cima numa viagem à Colômbia, mas disseram-me que ele é feito em vários países latinos. (Lá, costumam cobrir com merengue italiano ou chantilly. Fica mais bonito, mas este sabor “a mais” é desnecessário). Desde então a geladeira de casa anda monotemática e arrancando sorrisos quando tem tres leches e mimimis quando não tem.

Tres leches é para quem gosta de bolo bem molhado e bem gelado. Dá para fazer com qualquer receita de bolo esponja, ou chiffon. A massa tem de ser bem leve e furadinha, para absorver a mistura de leches. É daquelas sobremesas que faz a gente ter vontade de sair correndo pra casa quando lembra que ela está lá, sozinha, todinha para você. E lá se vão duas ou três fatias generosamente encharcadas com uma carga adicional de líquido, roubado do fundo do vasilha com concha de feijão, a maior que tiver, porque assim é a vida do guloso feliz. (Ah, o meu virou cuatro leches porque coloco um tico de leite de
coco por minha conta.)

Tres leches (ou seriam cuatro?)
A massa:
5 ovos
1 xícara (chá) de farinha de trigo
1 xícara (chá) de açúcar
1 colher (sopa) de fermento em pó
1 fôrma de buraco grande untada

Os tres (ou cuatro) leches:
1 lata de leite condensado
1 lata de creme de leite (fresco, de preferência)
2 latas de leite
2 xícaras (café) de leite de coco

Bata as claras em neve na batedeira. Quando estiverem bem firmes, junte as gemas e bata até a massa ficar homogênea. Tire da batedeira e acrescente, aos poucos e delicadamente, a farinha, o açúcar e o fermento. Despeje a massa na fôrma untada e asse em forno previamente aquecido a 200°C. Desenforme ainda morno em uma vasilha funda, que comporte uma grande quantidade de líquido e reserve. No liquidificador, bata o creme de leite, o leite condensado, o leite e o leite de coco – este é por minha conta, acho que dá um toque gostoso. (Se quiser, você pode aromatizar a mistura com fava de baunilha, ou fazer uma infusão com cumaru ou amburana. Mas, deverdade, nem precisa.)

Jogue a mistura de “leches” sobre o bolo, aos poucos, para que a massa consiga absorver boa parte dela. Leve à geladeira e se entregue aos tres leches assim que ele estiver bem gelado!”

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Tempos Modernos: Halloween

Do “The New Yorker” desta semana, a dica de praticidade para o seu Dia das Bruxas: “Eu faço grandes porções e congelo”!

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